Devaneios: filosofiando.


A poesia é filosofar o âmago que dói ao ver a face alegre do hipócrita.

A filosofia é poetisar a aparência que se mostra casca de árvores secas em sociedade.
A vida é morte contínua, dia a dia, a sessar no juízo final: bem como o Sol está a morrer a cada amanhecer.
O hoje é a herança do ontem, porque o amanhã não existiria sem o reflexo das ações do passado que carregas nos ombros.
A noite sem o dia não é nada mais que uma sede sem água.
O poder sem o tolo é a mesma coisa que um cão sem cordas vocais.
O sábio está para o ignorante como a peste está para a pulga do rato.
O odor é a forma mais simples da expressão humana: as entranhas.

Um amor que pede mais é muito parecido com um mendigo que pede mais do que o ofertado.

Aquele que diz saber mais que o outro se torna mestre em ser hipócrita e egoísta.
O desejo por mais poder leva à guerra de todos contra todos, fazendo do mundo um grão de bico para dois bicudos famintos.
Quando o Ser nasce ele morre a cada segundo, até o dia em que Hades abre seus portões de enxofre e o leva pelas mãos ósseas à eternidade do tempo que lhe corroeu o corpo e libertou su'alma.
No momento em que pensamos ser, já foi, não será mais nada que um se: a dividir o sonho da realidade.
Agir é tremer de frio, fome e sede, quando o calor, a gula e a espuma envolvem a decisão do agora.

A mente humana e a do cão são semelhantes, haja vista que o homem pensa ser dono e o cão também.

O mar sem a terra: eternidade.
O ar sem o fogo: incompletude.
O eu sem o tu: solitude.
Nós sem o mundo: perfeição.
A natureza sem o homem: vida eterna.
O sexo sem amor: negócio.
O ócio sem a criação: proatividade.
O chefe sem o estagiário: abalhador.
O líder sem o fã: arte.
A guerra sem o demagogo: paz.
O professor sem o estudante: MEC (ironia).

Silvino Morais Barros

Comentários

Dani Mendonça disse…
Professor, perdão pela minha expressão chula, mas... caramba, isso foi incrível!!!!

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